Me estresso. Me irrito. Me zango. E todos os outros sinônimos
possíveis de “ficar bolada” ou perder a paciência. Tudo numa facilidade
inconcebível. Apesar de todo esse tempo, ainda não consigo controlar minha
frustração. É sempre a mesma coisa. Some e não me procura, ou esquece que eu existo.
Aonde foi parar toda minha razão? Quando foi que perdi todo o controle sobre
mim mesma? E minha calma? Eu costumava ter um ótimo senso sobre o que era
realmente importante. Sabia mandar um infeliz à merda. Agora o seu mais
“ingênuo” olá para quem quer que seja aguça o meu mais profundo ciúme. Suas
ações em relação à mim são mortíferas.
Me acalma. Me
encanta. Me rouba sorrisos. Tens a capacidade mais doce, mais pura de me trazer
a paz que você mesmo tira. É uma desculpa considerável para que eu não desista
de você. O que me faz lembrar que não estou tentando nada. Ainda tenho a
capacidade de racionalizar, por mais que não me deixe levar pela razão, o que
seria muito bom nesse momento. Tenho que admitir que não sentia falta de sentir
o amor. Ou sentia. Não sei. É agonizante, para mim, que as coisas não saiam
como planejado, e o amor causa a bagunça de um furacão F5. Porém, é a prova
mais viva e concreta de que se está vivo. Estou numa onda de sentimentos bons e
ruins. Então agora posso dizer com toda a certeza, você fodeu com meu
psicológico.
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