quinta-feira, 9 de julho de 2015

E quando começava a chorar 
Punha a mao no peito 
Para sentir o coração e saber 
Se ele ainda estava lá 

E ele sempre estava 
Batendo como se não estivesse 
Queria não ser realista 
E dizer que batia alegre 

Se lágrimas fossem chuva 
Eu seria uma tempestade 
Esperando para chover 
E inundar todos os mares 

Essas tempestades costumam
Fazer estragos
E no pior dos casos, sobram
Do meu barquinho, 
Rastros

Mas tento me redimir 
E com a madeira que me resta 
Eu tento construir 
Uma armadura 
Para novas aventuras, 
Aventuras como esta. 
A tempestade vem e destrói, 
Minha força vai e constrói. 
E é sempre assim. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário